:PIOR QUE O PRIMEIRO: "Deadpool 2 " acerta no humor e nas referências

PIOR QUE O PRIMEIRO: "Deadpool 2 " acerta no humor e nas referências - Cornélio Digital - O Portal de Cornélio Procópio e Região
PIOR QUE O PRIMEIRO:  "Deadpool 2 " acerta no humor e nas referências

"Depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafeteria desfigurado (Wade Wilson) luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos, enquanto faz uma jornada pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e sabor – encontrando um novo gosto para a aventura e ganhando o cobiçado título de Melhor Amante do Mundo em sua caneca de café". A sinopse oficial (sim, você não leu errado), de "Deadpool 2" já resume bem o filme: insano, divertido e lotado de referências. 

Depois do grande sucesso do primeiro filme, superando as desconfianças, a continuação vem com grande confiança. Prova disso é a estreia do longa ser três semanas depois de "Vingadores: Guerra Infinita", em um tom de desafio próprio de Deadpool. 

 



O filme, logicamente, não segue a sinopse divulgada. Na trama, o Mercenário Tagarela se torna uma espécie de justiceiro e, depois de algumas coisas darem errado, une um grupo de mutantes para salvar Russell, um garoto com habilidades especiais que foi torturado dentro de um reformatório. O vilão da vez é o icônico Cable, um viajante do tempo que está atrás do menino. 

"Deadpool 2" carrega o fardo de ser a sequência de um filme muito bem recebido pela crítica e pelo público. Ou seja, com grandes expectativas, que, em sua maioria, são cumpridas. Dirigido por David Leitch, do ótimo "Atômica", a produção desta vez conta com um orçamento maior do que no primeiro filme. De 58 milhões de dólares em "Deadpool" para 110 milhões na sequência. Mesmo assim, um valor ainda enxuto se compararmos com outras produções do gênero. "Homem de Ferro", por exemplo, o primeiro filme do Universo Cinematográfico Marvel, contou com 140 milhões de dólares, ainda em 2008. 

Todos os pontos positivos do primeiro estão presentes em "Deadpool 2". As piadas pesadas envolvendo sexo, violência e muitas, muitas referências. A quebra da quarta parede. Sangue. E, é claro, um filme sobre família, como diz o próprio personagem no começo do filme. 

Reprodução//IMDB
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O roteiro é assinado por Rhett Reese e Paul Wernick, de "Zumbilândia" e responsáveis pelo primeiro filme. O ator Ryan Reynolds, o próprio Deadpool, também assina o roteiro. Essa equipe consegue adicionar novas camadas ao anti-herói, que dessa vez precisa se colocar em alguns momentos como um "herói de verdade". É interessante perceber a evolução do personagem em relação ao filme anterior, com novos arcos dramáticos. 

Mas esses mesmos arcos dramáticos também são responsáveis por um dos grandes problemas do filme. Em mais de um momento, Deadpool faz piadas com a "escrita preguiçosa" de algumas partes propositadamente clichês do filme, mas o próprio drama construído acaba se rendendo a fórmulas hollywoodianas, com um herói em desgraça buscando redenção. As motivações de Deadpool em tentar salvar Russell poderiam ser mais forte. Mesmo assim, ver o personagem entre o moralmente certo e errado traz uma nova faceta a ele. 

A fórmula já aplicada no primeiro filme volta com tudo em "Deadpool 2". A violência parece estar ainda mais intensa, provavelmente um toque do diretor David Leitch. O humor e as referências continuam lá e continuam boas. As piadas vão desde o próprio Universo Cinematográfico da Marvel, passam pela DC, por 007 e aterrissam em cima da carreira de Ryan Reynolds, com direito a algumas das melhores cenas pós-créditos já vistas em filmes de herói. 

Para quem não está tão habituado ao herói, "Deadpool 2" parece ter tudo para ser um filme contra o "politicamente correto", por conta do humor ácido e moralmente discutível. Mas, felizmente, os roteiristas aproveitam justamente essa licença poética para usarem as piadas em críticas. Em mais de uma ocasião, Deadpool questiona o termo "X-Men", dizendo que o grupo deveria se chamar "X-People", já que não se limita somente a homens. O Mercenário Tagarela também cita o fato de os X-Men terem surgido como uma espécie de crítica ao racismo na década de 60. Além disso, "Deadpool 2" é o primeiro filme de super-herói a ter um casal homossexual na trama, com as mutantes Negasonic Teenage Warhead e Yukio. 

A personagem Domino, interpretada por Zazie Beetz, é a melhor das novidades do filme. A heroína, parte do X-Force, grupo criado por Deadpool, tem como superpoder a sorte. Ou seja, abre um grande leque de oportunidades para piadas. A personagem funciona muito bem e protagoniza as melhores cenas de luta do filme, durante a perseguição a um caminhão. 

Reprodução//IMDB

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Falando nas cenas de luta, o diretor David Leitch é um grande acréscimo ao filme. Já experiente ao dirigir "Atômica" e participar da produção de "John Wick 2", o cineasta pode não trazer seu estilo tão autoral para "Deadpool 2", mas traz cenas mais elaboradas durante os combates, conseguindo aliar bem humor durante as lutas com violência e peso. 

Infelizmente, os efeitos especiais estão piores em relação ao primeiro filme. Apesar do orçamento consideravelmente maior, Colossus está mais artificial, com menos texturas, as batalhas também parecem sofrer do mesmo problema. Tim Miller, diretor de "Deadpool", é um dos fundadores da Blur Studios, empresa especializada em efeitos visuais, o que provavelmente fez com que a CGI no primeiro filme fosse melhor. 

Cable, interpretado por Josh Brolin – o Thanos do Universo Marvel – também funciona bem. O vilão é uma antítese perfeita a Deadpool. Sério e obscuro, é outra ótima fonte para piadas. 

Também somos surpreendidos por um personagem icônico frequente nas histórias dos X-Men e que finalmente merece uma versão cinematográfica digna. 







Por fim, "Deadpool 2" mantém parte dos acertos do primeiro filme – a violência, as boas piadas, as referências – e consegue adicionar novas camadas ao personagem. Quem disse que não é possível se emocionar com o Mercenário Tagarela? Porém, os problemas no roteiro impedem que a produção vá além do primeiro filme. Um bom filme, talvez até melhor do que o esperado, depois das críticas negativas em sessões de teste, mas que tinha potencial para ir além. 

Resta saber o que será com esse universo criado com os X-Men e Deadpool. Depois que a Disney comprou parte das divisões da 21st Century Fox, o que possibilitaria que Deadpool e os X-Men fossem incluídos no Universo Cinematográfico da Marvel, mas ainda não se sabe o que acontecerá ou não. 


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Fonte: Bonde
Por: Redao
Data: 19/05/2018 01h20min

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